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A palavra idolatria em árabe é "shirk" e significa "parceria/associação".
E no Alcorão, idolatrar tem o significado de associar a Deus qualquer
outro ser, pessoa ou conceito, considerando-os iguais a Ele. Nas traduções
do Alcorão, idolatria também é citada como "associar um parceiro a Deus".
Também expressa "ter ou adorar um outro deus, além de Deus" .
No sentido mais geral, idolatria significa tomar para si crenças diversas,
julgamentos, estilos de vida e conceitos, diferentemente do que está prescrito
no Alcorão e conceber a vida baseada nestes conceitos. Portanto, esta
pessoa idolatra aquele que legisla sobre tais assuntos. Este pode ser
o pai, o avô, a sociedade em que se vive, os fundadores de várias filosofias
ou ideologias e seus seguidores. Com relação a isto, a pessoa que segue
um caminho diferente do Islam está idolatrando. Esta pessoa pode se dizer
ateu, cristão, judeu, etc. Pode até se dizer muçulmano. Ele pode fazer
as preces regulamentares, jejuar e obdecer as leis do Islam. Contudo,
ele é um idólatra se tiver uma simples interpretação que conflite com
o Alcorão, porque isto significará que ele associou aquele legislador
a Deus.
Idolatria não quer dizer descrença absoluta em Deus. Muitos dos idólatras
não aceitam que são idólatras. Eles chegam a negar sua descrença na vida
após a morte por causa de suas almas endurecidas. O Alcorão assim se refere
sobre o assunto:
"Recorda-lhes o dia em que congregaremos todos, e diremos, então, aos
idólatras: Onde estão os parceiros que pretendestes Nos atribuir? Então,
não terão mais escusas, além de dizerem: Por Deus, nosso Senhor, nunca
fomos idólatras." (Alcorão 6:22-23)
Ser idólatra não significa dizer "este é um ser divino", "Estou tomando
este ser como um deus além de Deus e estou adorando-o" ou qualquer outra
coisa semelhante. Antes de mais nada, idolatria está no coração, depois
na forma de pensar e então passa a refletir todo um comportamento. A razão
da idolatria está no fato de que a pessoa prefere um outro ser a Deus.
Por exemplo, preferir a vontade de uma pessoa do que a vontade de Deus,
ou temer uma pessoa mais do que a Deus, ou amar uma pessoa mais do que
a Deus, tudo isso significa associar um parceiro a Deus. Estas são as
modalidades de idolatria que o Alcorão salienta. Como dito antes, a razão
mais importante que leva à idolatria é o sentimento de "amor" dirigido
falsamente. Este tipo de amor dos idólatras está citado nos seguintes
versículos:
"Entre os humanos há aqueles que adotam, em vez de Deus, rivais (a Ele)
aos quais professam igual amor que a Ele; mas os fiéis só amam fervorosamente
a Deus. Ah, se os iníquos pudessem ver (a situação em que estarão) quando
virem o castigo (que os espera!), concluirão que o poder pertence a Deus
e Ele é Severíssimo no castigo." (Alcorão 2:165)
Os fiéis dirigem seu amor única e exclusivamente a Deus, ao passo que
os idólatras amam a si mesmos, ou a outras pessoas, porque não têm uma
relação íntima com Deus. Essas pessoas podem ser seus pais, seus filhos,
irmãos, esposas, maridos ou quaisquer outras pessoas. Este amor também
pode estar voltado para objetos inanimados tais como dinheiro, propriedades,
casa, carro. Qualquer coisa, ou posição, ou prestígio pode ser objeto
de idolatria.
As características intrínsecas de cada pessoa ou de cada objeto, na verdade
nada mais é do que um reflexo das caracterísitcas infinitamente superiores
de Deus. A única origem de todas as coisas é Deus. Portanto, Deus é Aquele
que merece todo o nosso amor, porque é Ele quem possui toda a superioridade
e excelência. Consequentemente, quando dedicamos nosso amor a uma pessoa
ou coisa, na verdade estamos transformando aquela pessoa ou coisa em nosso
deus, um falso deus, e adorando-o ao lado de Deus.
Em um outro versículo, Abraão adverte os idólatras que deixam Deus e
adoram falsos deuses, por quem têm profundo amor:
"E lhes disse: Só haveis adotado ídolos em vez de Deus, como vínculo
de amor entre vós, na vida terrena; eis que, no Dia da Ressurreição, desconhecer-vos-eis
e vos amaldiçoareis reciprocamente; e vossa morada será o fogo, e jamais
tereis socorredores." (Alcorão 29:25)
Um exemplo importante de idolatria é a paixão que um homem devota a uma
mulher, seja a esposa, uma mulher querida ou mesmo uma mulher a quem ele
dedica um amor platônico. Se esta é uma espécie de amor que o faz se esquecer
de Deus, e também o sentimento que lhe é mais caro do que o amor a Deus,
fazendo com que seja substituído no coração, tomando seu lugar, este amor
acaba por levar a pessoa à idolatria. Sabemos pelo Alcorão que esta espécie
de sentimento, que é tido como inocente pela sociedade, tem um significado
diferente perante Deus.
"Não invocam, em vez d'Ele, a não ser deidades femininas, e, com isso
invocam o rebelde Satanás." (Alcorão 4:117)
Este risco também se aplica às mulheres, tanto quanto aos homens. Na
sociedade, o amor pagão é apresentado como "amor", "romantismo", "sentimento
puro e inocente" e até mesmo exaltado e encorajado. Esta espécie de romantismo,
que tanto influencia a juventude, atrasa o amadurecimento e produz uma
geração herética, cujos membros desconhecem tudo sobre religião e estão
distanciados da crença em Deus, não entendendo a razão da criação, desconhecendo
o amor e o temor a Deus, e que vê a idolatria como uma coisa absolutamente
normal.
Outra razão importante que leva os homens à idolatria é o sentimento
de "medo". Assim como o amor, o medo também é uma espécie de sentimento
que só deveria ser dirigido a Deus. Quando tememos as criaturas estamos
atribuindo-lhes um poder que só Deus tem, e considerando-as isentas do
destino que Deus traçou para elas. Com os versículos abaixo, vamos perceber
que temer alguém além de Deus é associar parceiros a Deus:
"Deus disse: Não adoteis dois deuses - posto que somos um único Deus!
- Temei, pois, a Mim somente! Seu é tudo quanto existe nos céus e na terra.
Somente a Ele devemos obediência permanente. Temeríeis, acaso, alguém
além de Deus?" (Alcorão 16:51-52)
O Alcorão assim se refere àqueles pagãos que temem outras pessoas:
"… Mas, quando lhes foi prescrita a luta, eis que grande parte deles
temeu as pessoas, tanto ou mais que a Deus, dizendo: ó Senhor nosso, por
que nos prescreves a luta? Por que não nos concedes um pouco mais de trégua?..."
(Alcorão 4:77)
Além dos sentimentos de amor e de medo, outros fatores também conduzem
à idolatria, tais como pedir socorro à alguém, ou não se esforçar por
agradar a Deus mas sim aos homens, não confiar em Deus e sim nas criaturas,
olhar para os seres humanos como possuidores de um poder ou vontade que
na verdade não têm.
Conforme podemos notar nos versículos do Alcorão aqui transcritos, seria
uma concepção muito estreita considerar a idolatria apenas como o curvar
a cabeça perante os pequenos ícones. Isto é próprio dos pagãos que reivindicam
a santidade para si mesmos. Estas pessoas até acham que a idolatria foi
totalmente abolida quando aqueles ídolos de pedra da Caaba foram destruídos
depois que o Islam foi revelado, e que as centenas de versículos no Alcorão
definindo a idolatria em detalhe e proibindo-a aos fiéis se referem àquelas
sociedades primitivas. No entanto, o Alcorão contém as diretrizes de Deus
que se aplicam a toda a humanidade até o dia da ressurreição. Portanto,
essa afirmativa não se sustenta diante dos inúmeros exemplos de sabedoria
do Alcorão. Por exemplo:
"Voltai-vos contritos a Ele, temei-O, observai a oração e não vos conteis
entre os que (Lhe) atribuem parceiros, que dividiram a sua religião e
formaram seitas, em que cada partido exulta no dogma que lhe é intrínseco."
(Alcorão 30:3l-32)
Como se vê, uma das caracterísitcas mais importante dos politeístas é
dividir a verdadeira religião de Deus, transformando-a em seitas e cada
grupo exultando com seus próprios dogmas. Portanto, qualquer divisão do
Alcorão, por menor que seja, significa dividir a religião e, por isso,
é politeismo. Aquele que aceita e defende interpretações contrárias ao
Alcorão, ou as dos exegetas, dos sheiks ou dos líderes religiosos incorre
em politeismo e traz opressão à religião.
Nos versículos seguintes, vemos que nenhum ato dos pagãos, nem mesmo
suas orações e adorações, será aceito por Deus:
"Já te foi revelado, assim como a teus antepassados: Se idolatrares,
certamente tornar-se-á sem efeito a tua obra, e te contarás entre os desventurados."
(Alcorão 39:65)
"Do que Deus tem produzido em abundância, quanto às semeaduras e ao gado,
eles Lhe destinam um quinhão, dizem, segundo as suas fantasias; Isto é
para Deus e aquilo é para os nossos parceiros! Porém, o que destinaram
a seus parceiros jamais chegará a Deus; e o destinado a Deus chegará aos
seus (supostos) parceiros. Que péssimo é o que julgam!" (Alcorão 6:136)
Muitos pecados cometidos pelos fiéis não têm uma razão intencional contra
Deus. Contrariamente a outros pecados, a idolatria é, portanto, ter um
outro deus além de Deus e inventar uma mentira contra Ele. Por isso, ela
é o maior pecado contra Ele. Deus fala no Alcorão que Ele perdoará qualquer
pecado, exceto a idolatria.
"Deus jamais perdoará a quem Lhe atribuir parceiros;
porém, fora disso, perdoa a quem Lhe apraz. Quem atribuir parceiros a
Deus cometerá um pecado ignominioso." (Alcorão 4:48)
"Deus jamais perdoará quem Lhe atribuir parceiros,
conquanto perdoe os outros pecados, a quem Lhe apraz. Quem atribuir parceiros
a Deus desviar-se-á produndamente." (Alcorão 4:116)
E assim, muitos versículos do Alcorão advertem os fiéis contra a idolatria
e os previne deste pecado maior. Eis alguns exemplos:
"Ó fiéis, em verdade os idólatras são impuros…" (Alcorão 9:28)
"Consagrando-vos a Deus; e não Lhe atribuais parceiros,
porque aquele que atribuir parceiros a Deus, será como se houvesse sido
arrojado do céu, como se o tivessem apanhado as aves, ou como se o vento
o lançasse a um lugar longíguo." (Alcorão 22:3l)
"Recorda-te de quando Lucman disse ao seu filho,
exortando-o: ó filho meu, não atribuas parceiros a Deus, porque a idolatria
é grave iniquidade." (Alcorão 31:13)
"Dize: Sou tão-somente um mortal como vós, a quem tem sido revelado que
o vosso Deus é um Deus único. Por conseguinte, quem espera o comparecimento
ante seu Senhor que pratique o bem e não associe ninguém ao culto d'Ele."
(Alcorão 18:110)
As coisas que os pagãos associam a Deus não têm, na verdade, qualquer
qualidade divina. Deus informa no Alcorão que tais parceiros que Lhe são
atribuídos não ajudam nem prejudicam (10:18), não criam nada (10:34),
não podem ajudar ou socorrer (7:192) e não conduzem ninguém ao caminho
reto (10:35). Embora pareça claro que tais criaturas são impotentes, a
razão pela qual os pagãos as tomam por parceiros de Deus é o fato de elas
possuírem algumas qualidades de Deus.
Por exemplo, a autoridade, a soberania, a supremacia e prosperidade que
um governante transgressor possui, na verdade pertencem a Deus. Nesta
vida na terra, Deus concede aqueles atributos ao governante até um certo
limite. No entanto, temer aquele governante, afirmando que ele possue
aquelas qualidades e obedecê-lo em suas determinações contra Deus, é transformá-lo
em parceiro de Deus. Esse governante não é nem deus nem possui qualquer
poder sobre coisa alguma. Quem quer que respeite o governante como um
ser divino e o obedeça cegamente, na verdade esta adorando um falso deus
criado por sua imaginação. Assim diz o Alcorão:
"Não é certo que é de Deus aquilo que está nos céus e na terra? Que pretendem,
pois, aqueles que adoram os ídolos em vez de Deus? Não seguem mais do
que a dúvida e não fazem mais do que inventar mentiras!" (Alcorão 10:66)
Aquele que adora alguém além de Deus sofrerá o mais profundo arrependimento
no além, quando descobrir que o objeto de sua adoração, na verdade, não
possuía qualquer qualidade. As coisas que ele prefere ou adora na terra
transformam Deus, o único que tem o poder, a honra e a glória, o único
que é Protetor, em inimigo. Seus ídolos o abandonarão quando se encontrarem
sozinhos no além.
"Um dia em que os congregaremos a todos, diremos
aos idólatras: Ficai onde estais, vós e vossos parceiros! Logo os separaremos,
então, seus parceiros lhes dirão: Não era a nós que adoráveis! Basta Deus
por testemunha entre nós e vós, de que não nos importava a vossa adoração.
Aí toda alma conhecerá tudo quanto tgiver feito e serão devovidos a Deus,
seu verdadeiro Senhor; e tudo quanto tiverem forjado desvanecer-se-á."
(Alcorão 10:28-30)
"Então lhes será dito: Onde estão os que idolatráveis,
em que lugar de Deus? Responderão: Desvaneceram-se. E agora reconhecemos
que aquilo que antes invocávamos nada era! Assim, Deus extravia os incrédulos."
(Alcorão 40:73-74)
O Alcorão assim define a situação final dos pagãos:
"E quando presenciaram o nosso castigo, disseram: Cremos em Deus, o único,
e renegamos os parceiros que Lhe atribuíamos. Porém, de nada lhes valerá
a sua profissão de fé quando presenciarem o Nosso castigo. Tal é a Lei
de Deus para com Seus servos. Assim, então perecerão os incrédulos." (Alcorão
40:84-85)
OPRESSÃO (FITNAH)
Em árabe, como em todas as línguas, algumas palavras têm mais de um significado.
Assim acontece com a palavra "fitnah", que tem vários sentidos.
"Fitnah", basicamente, quer dizer "separar o ouro da jazida através do
calor". Em muitos versículos do Alcorão, "fitnah" é a palavra empregada
para expressar o critério usado para distinguir os fiéis dos que não são
fiéis e dos hipócritas. A importância desse critério está baseada na avaliação
das qualidades perdidas. Se uma pessoa se extraviou da senda reta ou se
ela está no caminho certo, isto vai depender de seu comportamento diante
da "fitnah".
A prece de Moisés, a seguir transcrita, nos mostra que a "fitnah" tanto
pode desviar do caminho reto quanto levar a ele:
"E Moisés escolheu setenta homens, dentre seu povo, para que comparecessem
ao lugar por Nós designado; e quando o tremor se apossou deles, disse:
ó Senhor meu, quisesses Tu, tê-los-ias exterminado antes, juntamente comigo!
Porventura nos exterminarias pelo que cometeram os néscios dentre nós?
Isto não é mais do que uma prova Tua, com a qual desvias quem faz isso,
e encaminhas quem Te apraz; Tu és o nosso Protetor. Perdoa-nos e apieda-Te
de nós, porque Tu és o mais equânime dos indulgentes!" (Alcorão 7:155)
O Alcorão menciona em muitos versículos que a terra é um lugar de provas
e que todos serão testados, independentemente da condição de fiéis ou
não.
"Porventura, pensam os humanos que serão deixados em paz, só porque dizem:
Cremos!, sem serem postos à prova? Havíamos provado seus antecessores,
a fim de que Deus distinguisse os leais dos impostores." (Alcorão 29:2-3)
Em um outro versículo, o Alcorão diz que o teste será de duas formas
diferentes:
"Toda a alma provará do gosto da morte, e vos provaremos com o mal e
com o bem, e a Nós retornareis." (Alcorão 21:35)
Se um homem for próspero e rico, com muitas ações boas, de acordo com
o Alcorão, sua propriedade o levará para perto de Deus. Mas, se ele usar
dessa propriedade em desacordo com a vontade de Deus, ele se afastará
do verdadeiro caminho. Então terá perdido o teste por causa de sua propriedade
e irá "sofrer uma perda manifesta" na vida depois da morte.
Da mesma forma, a adversidade, a tristeza, a doença, a perda da casa
ou de um ente querido, são exemplos de provas que a pessoa pode enfrentar.
Se essa pessoa se rebelar, se desesperar, se afligir, então aquele teste
indica que ela não crê. Isto não acontece com o fiel, que confia em Deus
incondicionalmente e que sabe que cada espécie de acontecimento é proveniente
d'Ele. Nada nesta vida tem importância maior em seu coração e assim ele
não se aflige por causa de qualquer perda. Ele sabe que esta forma de
pensar é a mais adequada para agradar a Deus.
Alguns versículos do Alcorão nos mostram que Deus cria certas condições
para mostrar quem é o verdadeiro crente.
"Assim, Nós os fizemos testarem-se mutuamente, para que dissessem: São
estes os que Deus favoreceu, dentre nós? Acaso, não conhece Deus melhor
do que ninguém os agradecidos?" (Alcorão 6:53)
E os versículos seguintes mostram que a prosperidade é dada para algumas
pessoas, com o objetivo de testá-las:
"E não cobices tudo aquilo com que temos agraciado certas classes, com
o gozo da vida terrena - a fim de, com isso, prová-las - posto que a mercê
do teu Senhor é preferível e mais persistente." (Alcorão 20:131)
Esta espécie de "fitnah" tem muito mais a finalidade de intensificar
a descrença do que distinguir as pessoas justas das que não o são. Em
um outro versículo, este fato é mencionado:
"Que não te maravilhem os seus bens, nem os seus filhos, porque Deus
somente quer, com isso, atormentá-los na vidaterrena e fazer com que suas
almas pereçam na incredulidade." (Alcorão 9:55)
Deus também diz que Ele permitiu que algumas pessoas se desviassem conscientemente
(de seus propósitos):
"Não tens reparado naquele que idolatrou a sua concupiscência! Deus extraviou-o
com conhecimento, sigilando os seus ouvidos e o seu coração, e cobriu
a sua visão. Quem o iluminará, depois de Deus (tê-lo desencaminhado)?
Não meditais, pois?" (Alcorão 45:23)
Não há saída para quem Deus deixou que se extraviasse:
"Deus jamais perdoará a quem Lhe atribuir parceiros; porém, fora disso,
perdoa a quem Lhe apraz. Quem agribuir parceiros a Deus cometerá um pecado
ignominioso." (Alcorão 4:88)
A "fitnah" como extravio
Como citado acima, inúmeros versículos do Alcorão estão sempre nos lembrando
que "fitnah" pode ser um motivo para o extravio e as antigas sociedades
são bem um exemplo disso. Por exemplo, quando Moisés se afastou de seu
grupo, seus membros passaram a obedecer ao Samaritano, fazendo a imagem
de um bezerro e adorando-o. O Alcorão descreve esse fato como "ser levado
para o extravio":
"Disse-lhe (Deus): Em verdade, em tua ausência, quisemos tentar o teu
povo, e o samaritano logrou desviá-los." (Alcorão 20:85)
"Este forjou-lhes o corpo de um bezerro que mugia e disseram: Eis aqui
o vosso deus, o deus que Moisés esqueceu! Porém, não reparavam que aquele
bezerro não podia responder-lhes, nem possuía poder para prejudicá-los
nem beneficiá-los?Aarão já lhes havia dito: ó povo meu, com isto vós somente
fostes tentados; sabei que vosso Senhor é o Clemente. Segui-me, pois,
e obedecei a minha ordem!" (Alcorão 20:88-90)
Um outro versículo confirma que a "fitnah" pode conduzir ao extravio:
"Logo verás e eles também verão, quem dentre vós é o aflito! Em verdade,
teu Senhor é o mais conhecedor de quem se desvia da Sua senda, assim como
é o mais conhecedor dos encaminhados." (Alcorão 68:5-7)
A "fitnah" como teste
Em alguns versículos, também é mencionado que a "fitnah" torna o fiel
mais forte em sua crença e o aproxima mais de Deus. Por exemplo, uma guerra
empreendida contra os fiéis ou os tempos de guerra intensa são grandes
provas. Apesar de tudo, o fiel crê em Deus e age de acordo com Sua vontade,
qualquer que seja a circunstância.
"E quando os fiéis avistaram as facções, disseram: Eis o que nos haviam
prometido Deus e o Seu Mensageiro; e tando Deus como o Seu Mensageiro
disseram a verdade! E isso não faz mais do que lhes aumentar a fé e resignação."
(Alcorão 33:22)
"São aqueles aos quais foi dito: Os inimigos concentraram-se contra vós;
temei-os! Isso aumentou-les a fé e disseram: Deus nos é suficiente. Que
excelente Guardião!" (Alcorão 3:173)
Não importa quão rigoroso seja o teste, porque o fiel sempre se sairá
bem, porque seu comportamento é sempre no sentido de agradar a Deus.
Um acontecimento, que representa a Misericórida de Deus para com os fiéis
e que fortalece sua crença n'Ele, pode ser uma prova para os infiéis,
levando-os a se desviarem da senda. Os versículos abaixo dizem que o fato
de existirem anjos pela causa do inferno aumenta a descrença nos infiéis,
ao passo que este mesmo fato só fortalece a crença nos fiéis.
"Guardado por dezenove. E não designamos guardiães do fogo, senão os
anjos, e não fixamos o seu número, senão como prova para os incrédulos,
para que os adeptos do Livro se convençam; para que os fiéis aumentem
em sua fé e para que os adeptos do Livro, assim como os fiéis, não duvidem;
e para que os que abrigam a morbidez em seus corações, bem como os incrédulos,
digam: Que quer dizer Deus com esta prova? Assim, Deus extravia quem quer
e encaminha quem Lhe apraz e ninguém, senão Ele, conhece os exércitos
do teu Senhor. Isto não é mais do que uma mensagem para a humanidade."
(Alcorão 74:30-31)
O empenho para levar à "fitnah"
Algumas pessoas tentam desviar os fiéis do verdadeiro caminho, do estilo
de vida, da crença, isto é, "da sua religião". O Alcorão nos fala que,
através dos tempos, os fiéis sempre foram expostos a tais ameaças. Sempre
houve pessoas que pretenderam desviar os fiéis do Alcorão e de seus cânones.
Deus diz que os fiéis ter-se-iam desviado se eles consentissem nisso.
"Antes de ti, jamais enviamos mensageiro ou profeta algum, sem que Satanás
o sugestionasse em sua predicação; porém, Deus anula o que aventa Satanás,
e então prescreve as Suas leis, porque Deus é Sapiente, Prudentíssimo.
Ele faz das sugestões de Satanás uma prova, para aqueles que abrigam a
morbidez em seus corações e para aqueles cujos corações estão endurecidos,
porque os iníquos estão em um cisma distante (da verdade)!" (Alcorão 22:52-53)
E no versículo abaixo, está assinalado que a prosperidade é dada para
alguns, a fim de que sejam testados:
"E não cobices tudo aquilo com que temos agraciado certas classes, com
o gozo da vida terrena - a fim de, como isso, prová-los - posto que a
mercê de teu Senhor é preferível é mais persistente." (Alcorão 20:131)
Esta espécie de "fitnah" tem o papel de intensificar muito mais a descrença
do que diferenciar os justos dos que não são. O versículo abaixo, é um
exemplo disso:
"Que não tem maravilhem os seus bens, nem os seus filhos, porque Deus
somente quer, com isso, atormentá-los na vida terrena e fazer com que
suas almas pereçam na incredulidade." (Alcorão 9:55)
Deus nos diz no Alcorão que Ele permitiu que algumas pessoas se desviassem
com conhecimento:
"Não tens reparado naquele que idolatrou a sua concupiscência! Deus extraviou-o
com conhecimento, sigilando os seus ouvidos e o seu coração, e cobriu
a sua visão. Quem o iluminará, depois de Deus (tê-lo desencaminhado)?
Não meditais, pois?" (Alcorão 45:23)
Não há saída para aquele a quem Deus desviou:
"Por que vos dividistes em dois grupos a respeito dos hipócritas, uma
vez que Deus os reprovou pelo que perpetraram? Pretendeis orientar quem
Deus desvia? Jamais encontrarás senda alguma para aquele a quem Deus desvia."
(Alcorão 4:88)
Causar "fitnah"
Na Capítulo A Vaca, versículos 191 e 217, Deus define a "fitnah" como
"pior do que matar". Vejamos, então, qual a pena para o assassino, cujo
pecado é menor do que causar "fitnah".
"Quem matar, intencionalmente, um fiel, seu castigo será o inferno, onde
permanecerá eternamente. Deus o abominará, amaldiçoá-lo-á e lhe preparará
um severo castigo." (Alcorão 4:93)
Neste contexto, "fitnah" abrange o sentido de desviar das atividades
e tem um significado diferente daquele usado para prova, teste, usado
anteriormente neste livro.
O Alcorão fala dos hipócritas como sendo aqueles que provocam "fitnah".
Deus diz nos versículos que os hipócritas tentam impedir os fiéis de lutar
no caminho de Deus, e provocam muitos casos de "fitnah", tais como planejarem
secretamente nas costas do mensageiro e dos fiéis, tentando abalar sua
determinação.
Os hipócritas falsamente interpretam os versículos e acatam aqueles nos
quais há uma concordância com seus interesses particulares e desobedecem
os outros, diferentemente dos fiéis, que se submetem totalmente a tudo
quanto está escrito no Alcorão. Nos versículos a seguir transcritos, Deus
declara:
"Ele foi Quem te revelou o Livro; nele há versículos fundamentais, que
são a base do Livro, havendo outros alegóricos. Aqueles cujos corações
abrigam a dúvida, seguem os alegóricos, a fim de causarem dissensões,
interpretando-os capciosamente. Porém, ninguém, senão Deus, conhece a
sua verdadeira interpretação. Os sábios dizerm: Cremos nele (o Alcorão),
tudo emana do nosso Senhor. Mas ninguém o admite, salvo os sensatos."
(Alcorão 3:7)
Provocar a opressão é a característica mais importante dos hipócritas.
A versão árabe para a palavra "hipócrita" é "munafiq", que siginifica
"aquele que provoca a divisão". Provocar a divisão entre os fiéis é um
grande pecado e é uma "fitnah". Há no Alcorão diversos versículos que
relatam situações onde os hipócritas tentam provocar a "fitnah" entre
os crentes:
"E se tivessem marchado convosco, não teriam feito
mais do que confundir-vos e suscitar dissensões em vossas fileiras, incitando-vos
à rebelião. Entre vós há quem os escuta. Porém,Deus bem conhece os iníquos."
(Alcorão 9:47)
"Porém, se (Madina) houvesse sido invadida pelos
seus flancos, e se eles houvessem sido incitados à intriga, tê-la-iam
aceito, mesmo que não se houvessem deleitado com ela senão temporariamente."
(Alcorão 33:14)
"E se tivessem marchado convosco, não teriam feito mais do que confundir-vos
e suscitar dissensões em vossas fileiras, incitando-vos à rebelião. Entre
vós há quem os escuta. Porém, Deus bem conhece os iníquos. J, antes, haviam
tratado de suscitar dissensões e intentado desbaratar os teus planos,
até que chegou a verdade e prevaleceram os desígnios de Deus, ainda que
isso os desgostasse." (Alcorão 9:47-48)
Os hipócritas que fazem planos secretos contra o mensageiro de Deus e
contra os crentes tentam se explicar quando suas verdadeiras intenções
são descobertas. Alguns tentam se mostrar inocentes e, na verdade, não
são hipócritas, porque eles temem os fiéis e também têm medo de serem
punidos. Por esta razão, eles pedem para não serem considerados da mesma
forma que os outros hipócritas por que não fizeram nada de mal. Pedem,
inclusive, permissão para continuarem junto com os crente.
"E entre eles, há quem te diga: Isenta-me, e não me tentes! Acaso, não
caíram em tentação? Em verdade, o inferno cercará os incrédulos (por todos
os lados)." (Alcorão 9:49)
No versículo está dito que aquelas pessoas mentem e que eles próprios
estão em "fitnah", como qualquer outro hipócrita. Deus adverte os fiéis
para não acreditarem nesta fraude.
Os infiéis e os hipócritas sofrerão a penalidade mais grave no inferno,
porque eles provocaram a opressão.
"(Ser-lhes-á dito): Provai o vosso teste! Eis aqui o que pretendestes
apressar!" (Alcorão 51:14)
Lutar contra os crentes
A maior luta contra a religião e os crentes é o deflagrar de uma guerra.
Os versículos a seguir transcritos, do Capítulo A Vaca, informam que a
guerra contra os crentes é uma "fitnah" muito importante.
"Combatei pela causa de Deus, aqueles que vos combatem; porém, não pratiqueis
agressão,porque Deus não estima os agressores. Matai-os onde quer que
os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição
é mais grave do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da Mesquita
Sagrada, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os.
Tal será o castigo dos incrédulos. Porém, se desistirem, sabei que Deus
é Indulgente, Misericordiosíssimo. E combatei-os até terminar a perseguição
e prevalecer a religião de Deus. Porém, se desistirem, não haverá mais
hostilidades, senão contra os iníquos." (Alcorão 4:190-193)
Conforme está dito no versículo 193, do Capítulo A Vaca, "combatei-os
até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Deus", é obrigação
dos crentes lutar numa guerra, que foi iniciada contra eles, até que a
vitória absoluta seja alcançada. Esta regra se aplica somente quando a
guerra foi iniciada contra o Islam, a religião e os fiéis. Nenhuma pressão
será exercida sobre aqueles pessoas que não crêem. O Alcorão proíbe terminantemente
isto e diz quais são os casos onde uma luta pode começar:
"Deus nada vos proíbe, quanto àqueles que não vos combateram pela causa
da religião e não vos expulsaram dos vossos lares, nem que lideis com
eles com gentileza e equidade, porque Deus aprecia os equitativos. Deus
vos proíbe tão-somente entrar em privacidade com aqueles que vos combateram
na religião, vos expulsaram de vossos lares ou que cooperam na vossa expulsão.
Em verdade, aqueles que entrarem em privacidade com eles serão iníquos."
(Alcorão 60:8-9)
A disputa entre os crentes provoca "fitnah"
Deus diz que se os crentes não se tornarem seus próprios protetores e
guardiães, isto significará "fitnah" na terra:
"Quanto aos incrédulos, são igualmente protetores
uns dos outros; e se vós não o fizerdes (protegerdes uns aos outros),
haverá intriga e grande corrupção sobre a terra." (Alcorão 8:73)
Os fiéis evitam causar opressão e se mantêm afastados de qualquer comportamento
que possa provocá-la. No entanto, algumas condutas dos crentes, embora
não intencionais, podem provocar opressão.
Como citado no Capítulo "Os Espólios", versículo 73, acima, se os crentes
não se tornarem protetores e guardiães uns dos outros, e se eles disputarem
entre si, haverá tumulto e opressão sobre a terra. Neste caso, os crentes
serão responsáveis pela opressão (fitnah), portanto, eles devem se esmerar
no papel de protetores e guardiães uns dos outros.
Casos de "fitnah"
Deus, o Criador de todos os homens, ensina, detalhadamente, como os crentes
devem agir sobre a terra. Se uma pessoa se submete aos seus próprios desejos,
isto quer dizer que esta pessoa prefere atender a seus desejos e expectativas
pessoais do que à Vontade de Deus, se descuidando, portanto. Consequentemente,
ela faz o que não é permitido por Deus e se torna um negligente, o que
trará grande sofrimento e luta.
Embora Deus cite que os bens da terra não são permanentes e que aqui
é somente um lugar de teste, aquela pessoa toma a terra como o "lugar
verdadeiro" e rejeita a vida após a morte.
Aquele que não age conforme o Alcorão vive para os bens terrenos e se
esquece que tudo foi criado para servir de prova. No versículo abaixo,
Deus diz que os bens e os filhos são meios de prova.
"Em verdade, os vossos bens e os vossos filhos são uma mera tentação.
Mas sabei que Deus vos reserva uma magnífica recompensa." (Alcorão 64:15)
Embora haja outras palavras com o significado de "prova, teste", em árabe
a palavra "fitnah" é usada nestes versículos. Algumas pessoas esquecendo
do objetivo verdadeiro de suas existências sobre a terra e de suas obrigações
acham que certamente se casarão, terão filhos e possuirão bens e muito
mais além disso. Muitas pessoas, mesmos os fiéis, não prestam a devida
atenção e se casam, fazem dinheiro e se cercam de bens e filhos, como
se estivessem cumprindo os mandamentos de Deus.
Por exemplo, o caso dos filhos também é citado no Alcorão e a prece de
Imram é mostrada como um exemplo para este caso:
"Recorda-te de quando a mulher de Imram disse: ó Senhor meu, é certo
que consagrei a ti, integralmente, o fruto do meu ventre; aceita-o, porque
és o Oniouvinte, o Sapientíssimo." (Alcorão 3:35)
O Alcorão menciona preces semelhantes de alguns profetas e que nos conduz
para o caminho verdadeiro:
"Então, Zacarias rogou ao seu Senhor, dizendo: ó Senhor meu, concede-me
uma ditosa descendência porque és Exorável, por excelência." (Alcorão
3:38)
Ou então, a prece de Abraão:
"Ó Senhor nosso, permite que nos submetamos a Ti e que surja, da nossa
descendência, uma nação submissa à Tua vontade. Ensina-nos os nossos ritos
e absolve-nos, pois Tu és o Remissório, o Misericordiosíssimo." (Acorão
2:128)
Os bens e as posses que uma pessoa possui é por Misericórdia de Deus
e lhe será benéfico depois da morte, se usado de acordo com a vontade
de Deus e por conta da religião. Caso contrário, eles são "fitnah" e conduzirão
ao extravio. Com relação ao comando de Deus sobre os bens e as riquezas,
os fiéis tomam o profeta Salomão como um exemplo para eles mesmos e não
evitam ter posses, mas as recebem, porque vêm de Deus:
"Um dia, ao entardecer, apresentaram-lhe uns briosos corcéis. Ele disse:
Em verdade, amo o amor ao bem, com vistas à menção do meu Senhor. Permaneceu
admirando-os, até que (o sol) se ocultou sob o véu (da noite). (Então,
ordenou): Trazei-os a mim! E se pôs a acariciar-lhes as patas e os pescoços."
(Alcorão 38:3l-33)
A menos que o objetivo seja agradar a Deus, fazer filhos se comportarem
de acordo com os seus próprios desejos, propondo alguns falsos pretextos,
levará a pessoa a "fitnah".
No Alcorão, Deus adverte-nos o fiel sobre as posses e os filhos e nos
diz para termos cuidado:
"Ó fiéis, que os vossos bens e os vossos filhos não vos alheiem da recordação
de Deus, porque aqueles que tal fizerem, serão desventurados." (Alcorão
63:9)
As posses e os filhos não lhe serão de serventia alguma na vida depois
da morte:
"Perante Deus, de nada lhes valerão os seus bens, nem os seus filhos
e serão os condenados ao inferno, no qual permanecerão eternamente." (Alcorão
58:17)
Opressão, tortura e obrigação
O Alcorão define opressão, tortura e obrigação como "fitnah".
"Porém, salvo uma parte do seu povo, ninguém acreditou em Moisés por
temor de que o Faraó e seus chefes os oprimissem, porque o Faraó era um
déspota na terra; era um dos transgressores." (Alcorão 10:83)
"Sabei que aqueles que perseguem os fiéis e as fiéis e não se arrependem,
sofrerão a pena do inferno, assim como o castigo do fogo." (Alcorão 85:10)
"Não julgueis que a convocação do Mensageiro, entre vós, é igual à convocação
mútua entre vós, pois Deus conhece aqueles que, dentre vós, se esquivam
furtivamente. Que temam, aqueles que deseobedecem às ordens do Mensageiro,
que lhes sobrevenha uma provação ou lhes açoite um doloroso castigo."
(Alcorão 24:63)
"Incitamos-te a que julgues entre eles, conforme o que Deus revelou;
e não sigas seus caprichos e guarda-te de que te desviem de algo concernente
ao que Deus te revelou. Se te refutarem, fica sabendo que Deus os castigará
por seus pecados, porque muitos homens são depravados." (Alcorão 5:49)
Nos versículos do Alcorão, abaixo, vemos que, quando os fiéis pedem para
livrá-los da opressão dos infiéis, mencionam "fitnah":
"Disseram: A Deus nos encomendamos! ó Senhor nosso, não permitas que
fiquemos afeitos à fúria dos iníquos." (Alcorão 10:85)
O Alcorão também define aflição, desastres e catástrofes como "fitnah":
"Não reparam, acaso, que são tentados uma ou duas vezes por ano? Porém,
não se arrependem, nem meditam." (Alcorão 9:126)
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