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Existem pessoas que se pretendem destituídas de faltas ou erros. Elas
tentam se mostrar como se nunca tivessem cometido um erro porque acham
que isto os denigre e, portanto, os sujeita a alguns embaraços. De acordo
com elas, a pessoa ideal seria a perfeita, que nunca comete faltas.
No entanto, isto não possível. O homem comete erros durante toda a sua
vida porque ele é destituído perante Deus. Portanto, a intenção de nunca
errar é infundada e, na verdae, não pode realizar-se nunca. De acordo
com o Alcorão, os crentes também cometem suas faltas. Existe um ponto
importante a esse respeito: é verdade que eles devem prestar atenção e
se esforçarem para não cometer erros ou pecados, mas também é certo que
eles não são capazes de lidar com isto. O Alcorão nos diz que o homem
tem suas faltas e comete seus pecados para com Deus, conforme nos versículos
abaixo:
"Se Deus tivesse castigado os homens pelo que cometeram, não teria deixado
sobre a face da terra um só ser; porém, tolera-os até um término prefixado.
E quando esse tempo expirar, certamente constatarão que Deus é Observador
de Seus servos." (Alcorão 35:45)
De acordo com essa sentença alcorânica, Deus espera pelo pedido de perdão
e pelo arrependimento. Ele sabe que o ser humano não é destituído de falta
ou de pecado.
Este também é um dos aspectos mais importantes que diferenciam os crentes
dos incrédulos. Estes tentam se mostrar aos outros como seres perfeitos,
isentos de erros, no entanto, os crentes não têm tal pretensão. É claro
que eles prestam uma grande atenção e se esforçam para evitar os erros
e pecados contra Deus e contra Seus mandamentos. No entanto, o homem pode,
algumas vezes, render-se aos desejos de sua alma e cometer pecados. Algumas
vezes, não estando atento, ele pode fraquejar em obedecer a Deus. Mas,
existe um ponto importante: se ele se arrepender de seus pecados diante
de Deus, então seus pecados não terão mais importância. Quando lemos o
Alcorão, percebemos que pedir perdão e arrepender-se diante de Deus, é
um dado significante dos crentes, que dura por toda a suas vidas. No versículo
transcrito abaixo, o arrependimento é um dos aspectos proeminentes dos
crentes:
"Os arrependidos, os adoradores, os agradecidos, os viajantes (pela causa
de Deus), os genuflexos e os prostrados são aqueles que recomendam o bem,
proíbem o ilícito e se conservam dentro dos limites da lei de Deus. Anuncia
aos fiéis as boas novas!" (Alcorão 9:112)
Com relação a isso, os conceitos de arrependimento e perdão devem ser
considerados com muito cuidado. Pedir perdão a Deus é um ato de adoração
importante para os crentes. O homem pede perdão a Deus durante todo o
dia, por todos os pecados praticados, que tanto podem ser propositais
como inconscientes. Além do mais, como ele pode pedir perdão para si,
ele também pode pedir pelos ouros crentes, conforme mencionado no Alcorão.
Em árabe, a palavra para "pedir perdão" é "istgfar", que significa "pedir
Gafur em nome de Deus. (Gafur [G-F-R], em árabe quer dizer, cobrir, proteger,
ocultar completamente, recobrir).
Consequentemente, pedir o perdão de Deus significa que o crente pede
a Deus para ser salvo de seus pecados e busca refúgio na Misericórdia
e Clemência de Deus. No Alcorão, os crentes oram dizendo:
"Ó Senhor nosso, ouvimos o pregoeiro que nos convoca à fé dizendo: Crede
em vosso Senhor! e cremos.Ó Senhor nosso, perdoa as nossas falatas, redime-nos
das nossas más ações e acolhe-nos entre os virtuosos." (Alcorão 3:193).
E a sentença de Deus em relação a isso é a seguinte:
"Estarei convosco se observardes a oração, pagardes o zakat, crerdes
nos Meus mensageiros, socorrerde-los e emprestardes espontaneamente a
Deus; absolverei as vossas faltas e vos introduzirei em jardins, abaixo
dos quais correm os rios. Mas quem de vós pecar, dpois disto, desviar-se-á
da verdadeira senda." (Alcorão 5:12)
Conforme dito acima, pedir o perdão de Deus pode ser tanto pelos pecados
conhecidos ou não, e, também, pelos pecados dos outros crentes. Esta também
é a diferença mais importante entre o perdão e o arrependimento. Embora
implorar pelo perdão seja um pedido comum entre os crentes, o arrependimento
é a atitude concreta para o seu pecado particular. O arrependimento é
a busca de refúgio em Deus para o seu pecado, jurando a Ele não repetir
o mesmo pecado de novo e implorando pela ajuda de Deus a esse respeito.
O significado exato dessas palavras é "retroceder". Portanto, o arrependimento
indica a firme decisão de se afastar do pecado.
"A intenção por trás do arrependimento não deve ser a repetiçãodo mesmo
pecado. Na verdade, Deus ordena "ó fiéis,voltai, sinceramente arrependidos,
a Deus; é possível que o vosso Senhor absolva as vossas faltas e vos introduza
em jardins, abaixo dos quais correm os rios ..." (Alcorão 66:8)
Além do mais, isto não quer dizer que a pessoa se arrependerá apenas
uma vez. El pode arrepender-se pela primeira vez, e, então, esquecer-se
e arrepender-se pelo mesmo pecado praticado num momento de desatenção.
Contudo, ainda há a Misericórdia de Deus sobre ela. Por isso, ela pode
arrepender-se mais uma vez e, mais uma vez, buscar refúgio n'Ele. A grande
Misericórdia e Clemência de Deus sobre os homens são citadas no Alcorão,
como se segue:
"Dize: Ó servos meus, que se excederam contra si próprios, não desespereis
da misercórdia de Deus; certamente, Ele perdoa todos os pecados, porque
Ele é o Indulgente, o Misericordiosíssimo. E voltai, contritos, ao vosso
Senhor, e submetei-vos a Ele, antes que vos açoite o castigo, subitamente,
sem o perceberdes." (Alcorão 39:53-54)
Mas, existe uma coisa que Deus não aceita, que é o arrependimento dos
insinceros quando a morte se aproxima, conforme mencionado nos versículos
abaixo:
"A absolvição de Deus recai tão-somente sobre aqueles que cometem um
mal, por ignorância, e logo se arrependem. A esses, Deus absolve, porque
é Sapiente, Prudentíssimo. A absolvição não alcançará aqueles que cometerem
obscenidades até à hora da morte, mesmo que nessa hora alguém, dentre
eles, diga: Agora me arrependo. E tampouco alcançará os que morrerem na
incredulidade, pois para eles destinamos um doloroso castigo." (Alcorão
4:17-18)
O Alcorão nos dá um exemplo incisivo quanto ao "arrependimento de última
hora". O Faraó seguiu Moisés e os crentes para matá-los, e termina arrependendo-se
porque ele está sendo tragado pelo mar que havia sido afastado, como um
milagre de Deus, para que Moisés e seu povo passasse. Conforme mencionado
no Alcorão
"... estando a ponto de afogar-se, o Faraó disse: Creio agora que não
há mais divindade além do Deus em que crêm os israelistas, e sou um dos
submissos". (Alcorão 10:90).
No entanto, a resposta de Deus para ele foi "... Agora crês, ao passo
que antes te havias rebelado e eras um dos corruptores.!" (Alcorão 10:91)
Considerando que o arrependimento é um tremendo ato de adoração e que
tem grande relevância para a salvação do homem, ele jamais deve descuidar-se
de sua importância. Uma pessoa pode ter cometido grandes pecados, pode
ter-se desviado, ter-se rebelado contra Deus e não cumprido os Seus mandamentos.
Mas, não obstante, Deus possui grande Misericórdia e Clemência e, portanto,
o arrependimento sincero pode salvá-lo na vida futura. A Misericórdia
de Deus, que chega com o arrependimento, é mostrada no Alcorão, conforme
se segue:
"Quando te forem apresentados aqueles que crêem nos Nossos versículos,
dize-lhes: Que a paz esteja convosco! Vosso Senhor impôs a Si mesmo a
clemência, a fim de que aqueles dentre vós que, por ignorância, cometerem
uma falta e logo se arrependerem e se encaminharem, venham a saber que
Ele é Indulgente, Misericordiosíssimo." (Alcorão 6:54)
Cabe ressaltar que Deus nos informa que até os incrédulos e hipócritas
que lutaram contra Ele e Seu Mensageiro, serão perdoados, caso eles retornem
a Deus arrependidos, sincera e verdadeiramente.
"Os hipócritas ocuparão o ínfimo piso do inferno
e jamais lhes encontrarás socorredor algum, salvo aqueles que se arrependerem,
se emendarem, se apegarem a Deus e consagrarem a sua religião a Ele; estes
contar-se-ão, assim, entre os fiéis, e Deus lhes concederá uma magnífica
recompensa." (Alcorão 4:145-146)
"Aqueles que ocultam as evidências e a Orientação
que revelamos, depois de as havermos elucidado aos humanos, no Livro,
serão malditos por Deus e pelos imprecadores, salvo os que se arrependeram,
emendaram-se e delcararam (a verdade); a estes absolveremos, porque somos
o Remissório, o Misericordiosíssimo." (Alcorão 2:159-160)
Estes versículos de Deus indicam que o arrependimento é a chave para
a salvação e que o homem deve retornar a Deus e nunca se desesperar por
causa dos pecados cometidos. Mas, há uma questão importante a esse respeito:
a interpretação e a prática erradas, com uma intenção que não corresponde
à realidade, trará resultados desastrosos. A pessoa que, embora conhecendo
os mandamentos de Deus, ainda assim permanece em pecado, não contará com
o apreço de Deus, porque Ele não estima esta esta espécie de atitude pérfida.
Essas pessoas são referidas como aquelas que "rejeitam a fé, depois de
tê-la aceitado e, então, continuam o desafiando sua fé." Embora o arrependimento
daqueles que, por ignorância ou por vontade, cometem pecados, seja aceito,
o mesmo não se dará com aqueles que pecam deliberadamente e afirmam que
são livres para praticar pecados. O seu arrependimento não será aceito.
No Alcorão está dito que:
"quanto àqueles que descrerem, após terem acreditado, imbuindo-se de
incredulidade, jamais lhes será aceito o arrependimento e serão os desviados."
(Alcorão 3:90)
Aqui temos uma questão que deve ser cuidadosamente investigada: uma pessoa
pode pecar por causa de sua ignorância ou porque se extraviou, mas arrepende-se
e se comporta de acordo com os mandamentos de Deus. Esta pessoa é sincera
e Deus pode perdoar seus pecados. No entanto, aquelas que pecam, mesmo
conhecendo os mandamentos de Deus, pensando "serei perdoado de qualquer
maneira", são, na verdade, enganadores. Por isso que o seu arrependimento
não sincero e não pode ser aceito por Deus. Deve-se ressaltar que, tanto
a prece pelo perdão como a do arrependimento exigem intenção sincera e
honesta. E isto é mencionado no Alcorão: "Invocai vosso Senhor humílima
e intimamente ... (Alcorão 7:55) e também se aplica ao perdão e ao arrependimento.
Principalmente o remorso profundo e sincero é muito importante na hora
do arrependimento. No Alcorão, o arrependimento de três muçulmanos que
abandonaram o caminho de Deus, e, portanto, cometeram um grande pecado,
é assim relatado:
"Sem dúvida que Deus absolveu o Profeta, os migrantes e os socorredores,
que o seguiram na hora angustiosa em que os corações de alguns estavam
prestes a fraquejar. Ele os absolveu, porque é para com eles Compassivo,
Misericordiosíssimo. Também absolveu os três que se omitiram (na expedição
a Tabuk), quando a terra, com toda a sua amplitude, lhes parecia estreita,
e suas almas se constrangeram, e se compenetraram de que não tinham mais
o amparo senão em Deus. E Ele os absolveu, a fim de que se arrependessem,
porque Deus é Remissório, o Misericordiosíssimo." (Alcorão 9:117-118)
Pedir perdão a Deus e arrepender-se dos pecados são indicativos do serviço
a Deus. O crente deve saber que ele não está isento de faltas e que deve
evitar toda a espécie de erros e faltas.Além disso, não necessidade de
se preocupar ou sentir pesar pelos pecados cometidos antes do arrependimento.
O homem deve considerar que os mensageiros cometeram algumas faltas mas
prosseguiram após o arrependimento sncero e a confiança no perdão de Deus.
No Alcorão é dito que perdir perdão e arrepender-se são o melhor caminho
para a salvação:
"Se não fosse pela graça de Deus e pela Sua Misericórdia para convosco,
e Deus é Remissório, Prudentíssimo." (Alcorão 24:10)
A ORAÇÃO
A oração é um dos sinais de fé. O homem que reza sabe que ele nada mais
é do que um pobre servo de Deus e que ele não consegue atender ao que
Deus pretende dele a não ser que conte com a Sua ajuda. A oração é o gesto
mais puro e sincero de servir a Deus. No Alcorão, está dito que um dos
sinais básicos é "invocar Deus de manhã e de noite".
"Sê paciente, juntamente com aqueles que pela manhã e à noite invocam
seu Senhor, anelando contemplar Seu Rosto. Não negligencies os fiéis,
desejando o encanto da vida terrena e não escutes aquele cujo coração
permitimos negligenciar o ato de se lembrar de Nós, e que se entregou
aos seus próprios desejos, excedendo-se em suas ações." (Alcorão 18-28)
O verdadeiro significado da oração deve ser cuidadosamente examinado,
uma vez que a sua compreensão, que foi ensinada por outras fontes que
não o Alcorão, não alcançam o verdadeiro sentido da oração, conforme informado
no Alcorão.
Um dos aspectos da oração, mencionado no Alcorão, é o que se refere à
"humildade. No Alcorão não existe esta descrição de que ela deve ser feita
de qualquer jeito e em voz alta. E, além do mais, quando o crente se dirige
a Deus, ele sabe que é ínfimo diante de d'Ele e, por isso, ele anseia
e pede. Desta forma, a prece estará em concordância com a definição de
"com humildade e na intimidade.":
"Invocai vosso Senhor humílima e intimamente, porque Ele não aprecia
os transgressores." (Alcorão 7:55)
A prece dos crentes, conforme orienta o Alcorão, são na intimidade e
extremamente sinceras. Zacarias também está entre eles.
"Eis o relato da misericórdia de teu Senhor para com o Seu servo Zacarias.
Ao invocar, intimamente, seu Senhor, dizendo: Ó Senhor meu, os meus ossos
estão debilitados, o meu cabelo embranqueceu; mas nunca fui desventurado
em minhas súplicas a Ti, ó Senhor meu! Em verdade, temo pelo que farão
os meus parentes, depois da minha morte, visto que minha mulher é estéril.
Agracia-me, de tua parte, com um sucessor!" (Alcorão 19:2-5)
Em outro versículo alcorânico, é dito que a prece deve ser "com temor
e esperança".
"São aqueles, cujos corpos não relutam em se afastar dos leitos para
invocarem seu Senhor com temor e esperança, e que fazem caridade daquilo
com que os agraciamos." (Alcorão 32:16)
Os crentes temem a Deus com respeito sincero e verdadeiro e também esperam
a clemência e misericórdia d'Ele.
"Quando Meus servos te perguntarem de Mim, dize-lhes
que estou próximo e ouvirei o rogo do suplicante quando a Mim se dirigir.
Que atendam o Meu apelo e que creiam em Mim, a fim de que se encaminhem."
(Alcorão 2:186)
"E o vosso Senhor disse: Invocai-me, que vos atenderei!
Em verdade, aqueles que se ensoberbeceram, ao Me invocarem, entrarão,
humilhados, no inferno." (Alcorão 40:60)
Quando estiver orando, o homem deve ter a certeza de que Deus responderá
à sua invocação. Ele deve ter consciência de que Deus é o dono de tudo,
e que está em todos os lugares. A pessoa que tem essa certeza e que acredita
nisso, pede a Deus, sabendo que Ele a tudo vê e ouve. Ele espera ansiosamente,
nunca se desespera, porque sabe que Deus responderá ao seu chamado. Como
ele acredita inteiramente na Justiça de Deus, ele evita entrar em desespero.
O crente que toma o Alcorão como seu guia tem a mais absoluta certeze
de que a resposta virá. O crente não pode duvidar que obterá uma resposta
de Deus. Aquele que se dirige a Deus com desconfiança, contraria as verdades
do Alcorão desde o começo. Por trás da essência da prece está uma aproximação
sincera e uma fé profunda em Deus, como o profeta Sáleh disse
"... meu Senhor está próximo, pronto a responder." (Alcorão 11:61)
Contudo, esta aceitação de Deus não significa que receberemos o que quer
que desejemos. E isto porque, algumas vezes, o homem pede por alguma coisa
que não seria benéfica para ele. Neste caso, Deus não concede o que foi
pedido e sim algo mais belo e mais benéfico.
Apenas para exemplificar, lembramos um caso ilustrado pelo famoso exegeta
muçulmano, Nursi: o médico se aproxima da criança doente. A criança pede
a ele para lhe "dar um certo remédio". No entanto, aquele "certo remédio"
não lhe fará bem e o médico receita um outro, completamente diferente.
Ao final, o tratamento deu resultado. Da mesma forma, Deus sempre atende
a uma invocação sincera, embora a Sua concordância nem sempre esteja de
acordo com aquilo que desejamos. Porque, conforme mencionado no versículo
"... É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e,
quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial; todavia, Deus sabe e
vós ignorais." (Alcorão 2:216). Da mesma forma, no caso da criança
acima referida, ela não sabe o que é bom ou ruim para ela. E, por esta
razão, pode estar pedindo algo que possa prejudicá-la, conforme o versículo
"O homem impreca pelo mal, ao invés de suplicar pelo bem, porque ele é
impaciente." (Alcorão 17:11)
Portanto, em primeiro lugar, devemos pedir o que for da vontade de Deus.
Devemos pedir a Ele que nos ensine a disciplina e a moldar-nos de acordo
com o Alcorão. Deus sabe o melhor. Por isso, a prece dos profetas, como
a de Salomão
... "Ó meu Senhor! Inspira-me, para eu Te agradecer a mercê com que me
agraciaste, a mim e a meus pais, e para que pratique o bem que Te compraz
e admite-me na Tua misericórdia, juntamente com os Teus servos virtuosos.
" (Alcorão 27:19)
Além do mais, os crentes devem pedir conforme estabelecido no Alcorão
e mostrado como objetivo a ser seguido. Eles devem ser sinceros e honestos
em suas preces e não devem deixar de pedir por algo que queiram verdadeiramente.
Deus é Aquele que modifica aquele desejo,o pedido sincero do coração e
o anseio por uma bênçao.
Ele aceita as preces, responde às preces sinceras dos crentes. Deus pode,
se quiser, destruir toda uma sociedade de incrédulos se for uma prece
dos crentes.
"Então (eles) imploraram a vitória e a decisão, e eis que fracassou o
plano do poderoso opressor obstinado." (Alcorão 14:15)
No Alcorão encontramos muitos exemplos como esses. Deus recompensou os
mensageiros e os crentes com muitas graças:
"E (recorda-te) de quando Jó invocou seu Senhor (dizendo): Em verdade,
a adversidade tem-me açoitado; porém,Tu és o mais clemente dos misericordiosos!
E o atendemos e o liberamos do mal que o afligia; restituímos-lhe a família,
duplicando-a, como acréscimo, em virtude da Nossa misericórdia, e para
que servisse de mensagem para os adoradores. E (recorda-te) de Ismael,
de Idris (Enoc) e de Dulkifl, porque todos se contavam entre os perseverantes.
Amparamo-los em Nossa misericórdia, porque se contavam entre os virtuosos.
E (recorda-te) de Dun-Nun quando partiu, bravo, crendo que não poderíamos
controlá-lo. Clamou nas trevas: Não há mais divindade do que Tu! Glorificado
sejas! É certo que me contava entre os iníquos! E o atendemos e o libertamos
da angústia. Assim salvamos os fiéis. E (recorda-te) de Zacarias, quando
implorou ao Seu Senhor: Ó Senhor meu, não me deixes sem prole, não obstante
seres Tu o melhor dos herdeiros! E o atendemos e o agraciamos com Yahia
(João), e curamos sua mulher (da esterilidade); um procurava sobrepular
o outro nas boas ações, recorrendo a Nós com afeição e temor, e sendo
humildes a Nós." (Alcorão 21:83-90)
Aquele que implora, sabendo que Deus a tudo vê e ouve, respeita-O e O
teme; aceita que é o servo de Deus. Portanto, a prece é uma adoração importante
e não apenas um meio para se conseguir alguma coisa; na verdade, é muito
mais importante do que isso. Considerando que sempre necessitamos de algma
coisa e estamos sempre pedindo algo, também a nossa prece deve ser consistente.
Podemos fazer nossas orações nos horários mais adequados, como por exemplo,
à noite, e depois da oração regular da manhã, confome mencionado no Alcorão.
No entanto, devemos nos dirigir a Deus consistentemente durante todo o
dia. Podemos pedir tudo a Deus, desde que saibamos que tudo, cada evento,
está na dependência de Sua autoridade. Os crentes podem pedir também enquanto
estiverem em adoração, a fim de que tenham êxito e obtenham a satisfação
de Deus. A prece de Abraão é um exemplo:
"E quando Abraão e Ismael levantaram os alicerces da Casa, exclamaram:
Ó Senhor nosso, aceita-a pois Tu és Oniouvinte, Sapientíssimo." (Alcorão
2:27).
A Surata Al-Imram mostra todas as condições em que os crentes podem implorar
a Deus, "que mencionam Deus, estando empé,sentados ou deitados
..."(Alcorão 3:191). Na verdade, o Alcorão elogia os crentes
por este comportamento.
"Sabei que Abraão era tolerante,sentimental, contrito."
(Alcorão 11:75)
"Abraão era Imam e monoteísta, consagrado a Deus,
e jamais se contou entre os idólatras." (Alcorão 16:120)
"Tolera o que dizem e recorda-te do Nosso servo,Davi,
o vigoroso, que foi contrito!" (Alcorão 38:17)
"E apanha um feixe de capim e golpeia com ele; e não perjures! Em verdade,
encontramo-lo perseverante - que excelente servo! - Ele foi contrito."
(Alcorão 38:44)
Os versículos alcorânicos abaixo, bastam para uma compreensão melhor
da importância da oração:
"Dize (àqueles que rejeitam): Meu Senhor não Se importará convosco, se
não O invocardes. Mas desmentistes (a verdade), e por isso haverá um (castigo)
inevitável." (Alcorão 25:77)
Há uma questão vital a esse respeito e que está mencionada no Alcorão:
os pagãos também imploram a Deus de tempos em tempos. No entanto, há uma
grande diferença entre a prece deles e a dos crentes. Os crentes se voltam
para Deus sob qualquer condição e a toda hora. Seu comportamento não sofre
alteração em razão de tristezas ou alegrias, ou conforto; eles sabem que
nada podem contra Deus e por isso invocam-no consistentemente. Quanto
aos pagãos, a maioria de esquece de Deus e se afasta d'Ele. Nesses períodos,
eles associam seus deuses a Deus, o Único. Este tipo de pessoa só se lembra
de Deus quando enfrentam alguma dificuldade e aí se voltam para Ele correndo.
A prece feita sob as condições penosas dos tempos difíceis é sincera,
embora sejam esquecidos assim que chega a bonança. Retornam à antiga condição,
esquecendo-se de que eles imploraram pela clemência de Deus, e sendo ingratos.
O Alcorão se refere frequentemente a este comportamento pagão, dando muitos
exemplos:
"E se o infortúnio açoita o homem, ele Nos implora, quer esteja deitado,
sentado ou em pé. Porém, quando o livramos de seu infortúnio, ei-lo que
caminha como se não Nos tivesse implorado quando o infortúnio o açoitava.
Assim foram abrilhantados os atos dos transgressores (por Satanás)" (Alcorão
9:12)
"Mas quando agraciamos o homem, ele desdenha e se envaidece; em troca,
quando o mal o açoita, eis que não cessa de Nos suplicar!" (Alcorão 41:51)
"E quando a adversidade açoita o homem, este suplica
contrito ao seu Senhor; então, quando Ele o agracia com a Sua mercê, este
esquece o qua antes suplicava e atribui rivais a Deus, para desviar outros
da Sua senda. Dize-lhe: Desfruta, transitoriamente, da tua blasfêmia,
porque te contarás entre os condenados ao inferno!" (Alcorão 39:8)
"Quando a adversidade açoita o homem, eis que Nos
implora; então, quando o agraciamos com as Nossas mercês, diz: Certamente
que as logrei por meus próprios méritos! Qual! É uma prova! Porém, a maioria
dos humanos o ignora." (Alcorão 39:49)
"Quando a adversidade açoita os humanos, suplicam
contritos ao seu Senhor; mas, quando os agracia com a Sua misericórdia,
eis que alguns deles atribuem parceios ao seu Senhor." (Alcorão 30:33)
Alguns versículos alcorânicos citam como exemplo o caso do navio: os
homens imploram sinceramente num navio que está perto de se afundar, arrependem-se
e pedem para serem salvos. Esta prece deles é sincera porque eles compreenderam
que nenhuma outra criatura que eles adoravam (por exemplo, seus familiares,
líderes, a sociedade em que vivem, etc.) pode salvá-los e aí se volta
para Deus. No entanto, quando Deus os salva do naufrágio e os coloca em
terra firma, de novo repetem o comportamento pagão e se esquecem de Deus.
Este é um grande extravio:
"Ele é Quem vos encaminha na terra e no mar. Quando se acham em naves
e estas singram o oceano ao sabor de um vento favorável, regozijam-se.
Mas, quando os açoita uma tormenta e as ondas os assaltam por todos os
lados, e crêem naufragar, então imploram sinceramente a Deus: Se nos salvares
deste perigo, contar-nos-emos entre os agradecidos! Mas,quando os salva,
eis que causam, injustamente, iniquidade na terra. Ó humanos, sabei que
a vossa iniquidade só recairá sobre vós; isso é somente um entretenimento
na vida terrena. Logo retornareis a Nós e, então, vos inteiraremos de
tudo quanto tiverdes feito." (Alcorão 10:22-23)
"Dize: Quem vos liberta das trevas da terra e do mar, embora deprequeis
ostensiva ou humildemente? dizendo: Se nos livrares disso, contar-nos-emos
entre os agradecidos! Dize(ainda): Deus vos liberta disso e de toda angústia
e, sem dúvida, Lhe atribuís parceiros!" (Alcorão 6:65-64)
O que os crentes devem fazer é firmemente orar a Deus, confiar n'Ele,
sabendo que não há outro guardião e socorredor.
"Suplicai, pois, a Deus, com devoção, ainda que
isso desgoste os incrédulos." (Alcorão 40:14)
"Dize-lhes: Invoco tão-somente o meu Senhor, a
Quem não atribuo parceiro algum." (Alcorão 72:20)
A oração não pode ser para o crente um inconveniente ou um grande peso,
pelo contrário, o crente deve sentir verdadeira satisfação e gratificação
porque está implorando pelo socorro de Deus. Sabendo que sua própria capacidade
não lhe é suficiente, e que Deus, o provedor de todas as coisas, olha
por ele, o crente sente o máximo de felicidade e prazer. Por isto, a oração
é um prazer e também algo que continua no céu. No Alcorão, os crentes
são cientificados de que também existe oração no céu:
"Quanto aos fiéis que praticam o bem, seu Senhor os encaminhará, por
sua fé, aos jardins do prazer, abaixo dos quais correm os rios, onde sua
prece será: Glorificado sejas, ó Deus! Aí sua mútua saudação será: Paz!
E o fim de sua prece será: Louvado seja Deus, Senhor do Universo!" (Alcorão
10:9-10)
As orações citadas no Alcorão
"Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso. Louvado seja Deus, Senhor
do Universo, o Clemente, o Misericordios, Soberano do Dia do Juízo. Só
a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda! Guia-nos à senda reta, à senda
dos que agraciastes, não à dos abominados, nem à dos extraviados." (Alcorão
1:1-7)
"Lembrai-vos de quando Abraão implorou: Ó Senhor meu, faze com que esta
cidade seja de paz, e agracia com frutos os seus habitantes que crêem
em Deus e no Dia do Juízo Final! Deus respondeu: Quanto aos incrédulos
dar-lhes-ei um desfrutar transitório e depois os condenarei ao tormento
infernal. Que funesto destino!" (Alcorão 2:126)
"E quando Abraão e Ismael levantaram os alicerces da Casa, exclamaram:
Ó Senhor nosso, aceita-a de nós pois Tu és Oniouvinte, Sapientíssimo.
Ó Senhor nosso, permite que nos submetamos a Ti e que surja, da nossa
descendência, uma nação submissa à Tua vontade. Ensina-nos os nossos ritos
e absolve-nos, pois Tu és o Remissório, o Misericordiosíssimo. Ó Senhor
nosso, faze surgir, dentre eles, um Mensageiro, que lhes transmita as
Tuas leis e lhes ensine o Livro, e a sabedoria, e os purifique, pois Tu
és o Poderoso, o Prundentíssimo." (Alcorão 2:127-129)
"Outros dizem: Ó Senhor nosso, concede-nos a graça
deste mundo e do futuro, e preserva-nos do tormento infernal! Estes, sim,
lograrão a porção que tiverem merecido, porque Deus é Destro em ajustar
contas." (Alcorão 2:201-202)
"E quando se defrontaram com Golias e seu exército,
pediram: Senhor nosso! Infunde-nos a constância, firma os nossos passos
e concede-nos a vitória sobre o povo incrédulo!" (Alcorão 2:250)
"Deus não impõe a nenhuma alma uma carga superior às suas forças. Beneficiar-se-á
com o bem quem o tiver feito e sofrerá o mal quem o tiver cometido. Ó
Senhor nosso, não nos condenes, se nos esquecermos ou nos equivocarmos!
Ó Senhor nosso, não nos imponhas carga, como a que impusestes a nossos
antepassados! Ó Senhor nosso, não nos sobrecarregues com o que não podemos
suportar! Tolera-nos! Perdoa-nos! Tem misericórdia de nós! Tu és nosso
Protetor! Concede-nos a vitória sobre os incrédulos!" (Alcorão 2:286)
"(Que dizem:) Ó Senhor nosso, não desvies os nossos corações, depois
de nos teres iluminado, e agracia-nos com a Tua misericórdia, porque Tu
és o Munificente por excelência. Ó Senhor nosso, Tu congregarás os humanos
para um dia indubitável, e Deus não faltará com a promessa." (Alcorão
3:8-9)
"Que dizem: Ó Senhor nosso, cremos! Perdoa os nossos
pecados e preserva-nos do tormento infernal." (Alcorão 3:16)
"Recorda-te de quando a mulher de Imran disse:
Ó Senhor meu, é certo que consagrei a ti, integralmente, o fruto do meu
ventre; aceita-o, porque és o Oniouvinte, o Sapientíssimo." (Alcorão 3:35)
"Então, Zacarias rogou ao seu Senhor, dizendo:
Ó Senhor meu, concede-me uma ditosa descendência, porque és Exorável,
por excelência." (Alcorão 3:38)
"Ó Senhor nosso, cremos no que tens revelado e seguimos o Mensageiro;
inscreve-nos, pois, entre os testemunhadores." (Alcorão 3:53)
"Eles nada disseram, além de: Ó Senhor nosso, perdoa-nos por nossos pecados
e por nossos excessos; firma os nossos passos e concede-nos a vitória
sobre os incrédulos!" (Alcorão 3:147)
"Que mencionam Deus, estando em pé, sentados ou deitados, e meditam na
criação dos céus e da terra, dizendo: Ó Senhor nosso, não criaste isto
em vão. Glorificado sejas! Preserva-nos do tormento infernal! Ó Senhor
nosso, quanto àquele a quem introduzirás no fogo, Tu o aviltarás! Os iníquos
não terão socorredores! Ó Senhor nosso, ouvimos um pregoeiro que nos convoca
à fé, dizendo: Crede em vosso Senhor! e cremos. Ó Senhor nosso, perdoa
as nossas faltas, redime-nos das nossas más ações e acolhe-nos entre os
virtuosos. Ó Senhor nosso, concede-nos o que prometeste, por intermédio
dos Teus mensageiros, e não nos aviltes no Dia da Ressurreição. Tu jamais
quebras a promessa." (Alcorão 3:191-194)
"E, ao escutarem o que foi revelado ao Mensageiro,
tu vês lágrimas a lhes brotarem nos olhos; reconhecem naquilo a vedade,
dizendo: Ó Senhor nosso, cremos! Inscreve-nos entre os testemunhadores!"
(Alcorão 5:83)
"Disseram: Ó Senhor nosso, nós mesmos nos condenamos
e, se não nos perdoares e Te apiedares de nós, seremos desventurados!"
(Alcorão 7:23)
"... Ó Senhor nosso, decide com eqüidade entre
nós e o nosso povo, porque Tu és o mais equânime dos juízes." (Alcorão
7:89)
"Então (Moisés) disse: Ó Senhor meu, perdoa-nos,
a mim e ao meu irmão, e ampara-nos em Tua misericórdia, porque Tu és o
mais clemente dos misericordiosos!" (Alcorão 7:151)
"...Ó Senhor nosso, concede-nos paciência e faze
com que morramos muçulmanos." (Alcorão 7:126)
"... Tu és o nosso protetor. Perdoa-nos e apieda-Te
de nós, porque Tu és o mais equânime dos indulgentes! Concede-nos uma
graça, tanto neste mundo como no outro, porque a Ti nos voltamos contritos.
Disse: Com Meu castigo açoito quem quero e Minha clemência abrange tudo,
e a concederei aos tementes que pagam o zakat e crêem nos Nossos versículos."
(Alcorão 7:155-156)
"Disseram: A Deus nos encomendamos! Ó Senhor nosso,
não permitas que fiquemos afeitos à fúria dos iníquos: e com a Tua misericórdia
salva-nos do povo incrédulo." (Alcorão 10:85-86)
"E Moisés disse: Ó Senhor nosso, tens concedido
ao Faraó e aos seus chefes esplendores e riquezas na vida terrena e assim,
ó Senhor nosso, puderam desviar os demais da Tua senda. Ó Senhor nosso,
arrasa as suas riquezas e oprime os seus corações, porque não crerão até
verem o doloroso castigo." (Alcorão 10:88)
"Ó Senhor meu, já me agraciaste com a soberania
e me ensinaste a interpretação dos sonhos e acontecimentos! Ó Criador
dos céus e da terra, Tu és o meu Protetor neste mundo e no outro. Faze
com que eu morra muçulmano, e junta-me aos virtuosos!" (Alcorão 12:101)
"Ó Senhor nosso, estabeleci parte da minha descendência
em um vale inculto perto da Tua Sagrada Casa para que, ó Senhor nosso,
observem a oração; faze com que os corações de alguns humanos os apreciem,
e agracia-os com os frutos, a fim de que Te agradeçam. Ó Senhor nosso,Tu
sabes tudo quanto ocultamos e tudo quanto manifestamos, porque nada se
oculta a Deus, tanto na terra como no céu." (Alcorão 14:37-38)
"E estende sobre eles a asa da humildade, e dize:
Ò Senhor meu, tem misericórdia de ambos, como elestiveram misericórida
de mim, criando-me desde a infância." (Alcorão 17:24)
"E dize: Ó Senhor meu, faze com que eu entre com
honradez e saia com honradez; concede-me, de Tua parte, uma autoridade
para socorrer(-me)." (Alcorão 17:80)
"Recorda de quando um grupo de jovens se refugiou
na caverna, dizendo: Ó Senhor nosso, concede-nos Tua misericórdia, e reserva-nos
um bom êxito em nossa empresa!" (Alcorão 18:10)
"Eis o relato da misericórdia de teu Senhor para
com o Seu servo, Zacarias. Ao invocar, intimamente, seu Senhor, dizendo:
Ó Senhor meu, os meus ossos estão debilitados, o meu cabelo embranqueceu;
mas nunca fui desventurado em minhas súplicas a Ti, ó Senhor meu! Em verdade,
temo pelo que farão os meus parentes, depois da minha morte, visto que
minha mulher é estéril. Agracia-me, de tua parte, com um sucessor! Que
represente a mim e à família de Jacó; e faze, ó meu Senhor, com que ele
seja complacente! Ó Zacarias, alvissaramos-te o nascimento de uma criança,
cujo nome será Yahia (João). Nunca denominamos, assim, ninguém antes dele.
Disse (Zacarias): Ó Senhor meu, como poderei ter um filho, uma vez que
minha mulher é estéril e eu cheguei à velhice?" (Alcorão 19:2-8)
"Ó Senhor nosso, faze-me observante da oração,
assim como à minha prole! Ó Senhor nosso, escuta minha súplica! Ó Senhor
nosso, perdoa-me a mim, aos meus pais e aos fiéis, no Dia do Acerto de
Contas!" (Alcorão 14:40-41)
"Suplicou-lhe: Ó Senhor meu, dilata-me o peito;
facilita-me a tarefa; e desata o nó de minha língua, para que compreendam
a minha fala. E concede-me um vizir dentre os meus, meu irmão Aarão, que
poderá me fortalecer. E associa-o à minha missão, para que Te glorifiquemos
intensamente. E para mencionar-Te constantemente. Porque só Tu és o nosso
Velador." (Alcorão 20-25-35)
"E (recorda-te) de Dun-Nun quando partiu, bravo,
crendo que não poderíamos controlá-lo. Clamou nas trevas: Não há mais
divindade do que Tu! Glorificado sejas! É certo que me contava entre os
iníquos! E o atendemos e o libertamos da angústia. Assim salvamos os fiéis."
(Alcorão 21:87-88)
"E (recorda-te) de Zacarias, quando implorou a
seu Senhor. Ó Senhor meu, não me deixes sem prole, não obstante seres
Tu o melhor dos herdeiros!" (Alcorão 21:89)
"Dize: Ó Senhor meu, se me fizeres ver (em vida)
aquilo quanto ao que são admoestados ... Ó Senhor meu, não me contes entre
os iníquos!" (Alcorão 23:93-94)
"Disse (Noé): Ó Senhor meu, socorre-me, pois me
acusam de falsidade!" (Alcorão 23:26)
"E quando estiveres embarcado na arca,junto àqueles
que estão contigo, dize: Louvado seja Deus, que nos livrou dos iníquos!
E dize: Ó Senhor meu, permita que desembarque em lugar abençoado: porque
Tu és o melhor para (nos) desembarcar." (Alcorão 23:28-29)
"Disse (o profeta):Ó Senhor meu, socorre-me, pois
que me desmentem!" (Alcorão 23:39)
"E dize: Ó Senhor meu, em Ti me amparo contra as
insinuações dos demônios. E em Ti me amparo, ó Senhor meu, para que não
se aproximem (de mim)." (Alcorão 23:97-98)
"E dize (ó Mohammad): Ó Senhor meu, concede-me
perdão e misericórdia, porque Tu és o melhor dos misericordiosos!" (Alcorão
23:118)
"E aqueles que disserem: Ó Senhor nosso, faze com
que as nossas esposas e nossa prole sejam o nosso consolo, e designa-nos
imames dos devotos." (Alcorão 25:74)
"Ó Senhor meu, concede-me prudência e junta-ne
aos virtuosos! Concede-me a boa reputação na posteridade. Conta-me entre
os herdeiros do Jardim do Prazer. Perdoa meu pai, porque foi um dos extraviados.
E não me aviltes, no dia em que (os homens forem ressuscitados." (Alcorão
26:83-87)
"Exclamou: Ó Senhor meu, certamente meu povo me
desmente. Julga-nos eqüitativamente e salva-me, juntamente com os fiéis
que estão comigo!" (Alcorão 26:117-118)
"(Salomão) sorriu das palavras dela e disse: Ó
Senhor meu, inspira-me para eu Te agradecer a mercê com que me agraciaste,
a mim e aos meus pais, e para que pratique o bem que Te compraz, e admite-me
na Tua misericórdia, juntamente com os Teus servos virtuosos." (Alcorão
27:19)
"Disse (ainda): Ó Senhor meu, certamente me condenei!
Perdoa-me, pois! E (Deus) o perdoou, porque é o Indulgente, o Misericordiosíssimo.
Disse (mais): Ó Senhor meu, posto que me tens agraciado, juro que jamais
ampararei os criminosos!" (Alcorão 28:16-17)
"Saiu então de lá temeroso e receoso; disse: Ó
Senhor meu, salva-me dos iníquos." (Alcorão 28-21)
"Assim, ele deu de beber ao rebanho, e logo, retirando-se
para uma sombra, disse: Ó Senhor meu, em verdade, estou necessitado de
qualquer dádiva que me envies!" (Alcorão 28:24)
"Disse: Ó Senhor meu, concede-me a vitória sobre
o povo dos corruptores!" (Alcorão 29:30)
Disse: Ó Senhor meu, perdoa-me e concede-me um
império que ninguém, além de mim, possa possuir, porque Tu és o Agraciante
por excelência!" (Alcorão 38:35)
"Os (anjos) que carregam o Trono de Deus, e aqueles que o circundam,
celebram os louvores do seu Senhor; crêem n'Ele e imploram-Lhe o perdão
para os fiéis, (dizendo): Ó Senhor nosso, Tu, Que envolves tudo com a
Tua misericórdia e a Tua ciência, perdoa os arrependidos que seguem Tua
senda, e preserva-os do suplício da fogueira! Ó Senhor nosso, introduze-os
nos jardins do Éden que lhes prometestes, assim como os virtuosos dentre
os seus pais, as suas esposas e a sua prole, porque és o Poderoso, o Prudentíssimo!
E preserva-os das maldades, porque àquele que preservares das maldades,
nesse dia terás mostrado, certamente, misericórdia; isso será o magnífico
benefício." (Alcorão 40:7-9)
"E recomendamos ao homem benevolência para com
os seus pais. Com dores, sua mãe o carrega duante a sua gestação e, posteirormente,
sofre as dores do seu parto. E de sua concepção até a sua ablactação há
um espaço de trinta meses, quando alcança a puberdade e, depois, ao atingir
quarenta anos, diz: Ó Senhor meu, inspira-me, para agradecer-Te as mercês
com que me agraciaste, a mim e aos meus pais, para praticar o bem que
Te compraz, e faze com que minha prole seja virtuosa. Em verdade, converto-me
a Ti, e me conto entre os muçulmanos. Tais são aqueles dos quais aceitamos
o melhor do que têm feito, e lhes absolvemos as faltas, (contando-os)
entre os diletos do Paraíso, porque é uma promessa verídica, que lhes
foi anunciada." (Alcorão 46:15-16)(Alcorão 59:10)
"... Ó Senhor nosso, a Ti nos encomendamos e a
Ti nos voltamos contritos, porque para Ti será o retorno: Ó Senhor nosso,
não faça de nós um escarmento para os incrédulos e perdoa-nos, ó Senhor
nosso, porque és o Poderoso, o Prudentíssimo." (Alcorão 60:4-5)
"E Deus dá como exemplo aos fiéis, o da mulher
do Faraó, que disse: Ó Senhor meu, constrói-me, junto a Ti, uma morada
no Paraíso, e livra-me do Faraó e das suas ações, e salva-me dos iníquos!"
(Alcorão 66:11)
"E Noé disse: Ó Senhor meu, não deixes sobre a
terra nenhum dos incrédulos. Porque, se deixares, eles extraviarão os
Teus servos, e não gerarão senão os libertinos, ingratos." Alcorão 71:26-27)
"Ó Senhor meu, perdoa-me a mim, aos meus pais e
a todo fiel que entrar em minha casa, assim como também aos fiéis e às
fiéis, e não aumentes em nada os iníquos, senão em perdição." (Alcorão
71:28)
"Admoestarás somente quem seguir a mensagem e temer intimamente o Clemente;
anuncia a este, pois, uma indulgência e uma generosa recompensa." (Alcorão
36:11)
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